Espaço Libellula – Decoração & Bioconstrução Nacional

11/09/2017 | sem comentário | Categoria(s): Artistas

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Para quem gosta de String Art, o nome Espaço Libellula não é novidade. Porém, depois da última edição da b-delic (SP), o nível das criações  do coletivo surpreendeu todo mundo: a famosa coruja que sustentava o palco foi feito com mais de 12mil pregos!

Mas não é por acaso que este casal paulista foi chamado nessa missão. Por trás de tudo isso, tem 5 anos de história que envolvem desde cenografias com mandalas giratorias, mandalas de 3,5m e diversas figuras 3D até artesanato clásico de ornamentação pessoal. 

Mas da onde vem a mente sensível, o espírito criativo dessde projeto?.

Sabendo que a dupla está na busca de novos horizontes fora do Brasil, Trance.com.br falou com eles, no intuito de homenagear e registrar mais uma vez, o talento nacional.

[ Entre aqui para ler mais sobre nossa coluna Decoração & Bioconstrução Nacional ]


De onde o Espaço Libellula é?

Somos 2 integrantes, no caso um casal, Bruna e Gabriel. Iniciamos nosso projeto em São Paulo, capital, porém atualmente moramos no interior de SP, em Biritiba Mirim.

Gabriel e Bruna, criadores do Espaço Libellula

Como chegaram a trabalhar com decoração?

 Inicialmente durante uma viagem ao exterior,  eu Gabriel, participei de 2 eventos de Trance, o Life Festival 2009/10 e Electric Picnic 2010 onde pude ver mais de perto o que era fazer parte de uma Crew, despertando assim um desejo ainda maior de se manter parte desse movimento. Ao voltar ao Brasil em parceria com alguns amigos criamos um evento pequeno indor - Razzmatazz 2011 - onde pude realmente focar todas as minhas energias na parte de decoração e cenografia.

Porém a idéia de trabalhar com decoração oficialmente como um trabalho formal só se concretizou após eu e Bruna nos conhecermos e termos o desejo juntos de nos desvincular de nossos trabalhos fixos.

Como sempre fomos conectados com artesanato desde a infancia atraves de nossos pais buscamos executar algo que envolvesse essa facilidade. Iniciamos nossa jornada desenvolvendo pequenas peças e não somente decorativas mas também como acessórios.

A partir daí iniciamos uma busca de onde e para quem direcionar o nosso trabalho, concretizando assim como o nosso publico alvo os Festivais de Trance, entre outros.

Fotografia: Marcio Cursino

Em que consiste o projeto Espaço Libellula?

Nós criamos o Espaço Libellula com o intuito de renovar este nosso cotidiano tecnológico trazendo de volta a tona, o desenvolvimento de produtos e a criação de um espaço em que tudo é desenvolvido artesanalmente. A partir daí, atraves de trabalhos manuais divididos em dois segmentos, decoração psicodélica e jóias artesanais começamos a expandir nossos ideais.

Como foi o processo de aprendizagem? 

O artesanato em si, como citei anteriormente sempre esteve em evidencia em nossas vidas, desde pequenos. Ambas as familias doaram muitas referências de como manusear nossas mãos como ferramenta. Porém só depois de adultos é que nos estimulamos a aprender técnicas como o String Art, o Macrame e a Filigrana que hoje são nossas especialidades.

Devido a isso a forma de aprendizado acabou acontecendo de uma forma autodidata na maioria das vezes através de pesquisas, busca de referências, e até mesmo durante o processo criativo.

Qual foi seu primero trabalho na cena?  O que lembram dessa experiência?

Nosso primeiro trabalho de String Art foi apresentado no 1° Shivaneris Easter Festival atraves do Leandro Zucco. Consistia em uma mandala de 2mts que foi desenvolvida durante o evento, e que depois foi exposta como decoração do mesmo.

Foi muito legal e vitorioso esse nosso primeiro passo dentro da cena, lembro-me de estarmos muito animados e ansiosos com o resultado!

Fotografias: Maurício Nakata

Em quantos festivas/festas já tem participado?

Infelizmente não sei ao certo. Lembro-me que quando iniciamos nossa jornada em 2013 dentro de eventos de trance a idéia era expor o nosso trabalho na maior quantidade de eventos possíveis, podendo chegar a uns 20 eventos no ano. Porém hoje com os projetos maiores, não é mais possível devido a suas complexidades, nos tomando maior tempo de projeto e execução.

Algum deles/delas foi mais marcante? 

O primeiro Festival Shivaneris (2013): por ser o primeiro, foi inesquecivel.
Khumba: Na época, tivemos a oportunidade de fazer nossa maior estrutra de mandala em String Art com 3,50mt.

Religare (2014), foi o primeiro evento que criamos uma estrutura diferente de mandalas. Um triangulo 3D em String Art com aprox. 2,20mt. O mais legal dessa peça era que as pessoas podiam entrar nele, o que acabou se tornando uma intervenção.


O Espaço Libellula Open Air (2014) foi um evento muito especial. Criamos ele no intuito de uma despedida, porém após alguns contratempos acabou se tornando o que foi a nossa primeira festa trance oficial como organizadores, nos trazendo assim grande experiencia de direção de arte, logistica e estrutura de evento.

Fotografia: Rafael Marcino 

Goa Gil (2015): Sigo o trabalho do Goa Gil desde 2005. Sempre fui um grande fã. Quando tivemos a oportunidade de fazer parte da equipe de decoração, foi muito satisfatório. Desenvolvemos uma mandala de 2,80mt aprox.

O Psychofreaks (2016) foi marcante pois sempre que possível acompanhávamos os eventos da Crew, criando-se assim um desejo de fazer parte, então quando rolou ficamos muito felizes. 

Fotografia: GotVision

A b-delic (2016) foi o primeiro evento que, além de agregarmos decoração e um novo  estilo de palco, criamos e apresentamos o nosso tão desejado projeto "Caixa Psicodélica".

Fotografia: Mauricio Nakatka

Em parceria com a idéia dos organizadores de fazer algo como intervenção atraves dos 5 sentidos, o nosso projeto caiu como uma luva, criando-se assim a "Caixa Sensorial". Foi interessante também pois tivemos contato direto com a parte de estrutura em eucalipto durante o desenvolvimento da caixa e do palco.


Fotografias: Marcio Cursino

O casamento Denis e Flavia (2016) não tem como não ser especial. Desenvolvemos uma pista After para o Casamento deste casal.

Fotografia: Gustavo Gaiote

No Goa Gil (2016) desenvolvimos nosso primeiro painel com 3,20mt X 1,75mt com aproximadamente 3mil pregos.

Fotografia: Coletiva.a.mente

O último b-delic (2017) foi marcado pelo desenvolvimento de um palco que atingiu mais de 12mil pregos incluindo todas as peças. Dentre elas como centro um rosto de Coruja com 6011 pregos

Fotografia: Lauro Medeiros

Fotografias: Marcio Cursino

Na b-delic estreamos também nossas mandalas giratórias como decoração 1 ano após o desenvolvimento.

E também, ainda criamos uma passagem/portal em String Art.

Fotografias: Marcio Cursino

Qual foi o último projeto de vocês ou em qual estão trabalhando agora?

Nosso último projeto foi criado em parceria com a Gaia Connection, agora em Setembro/2017. Foi  um evento marcado pelo aniversário de 5 anos do Espaço Libellula. Consistiu em um projeto de cenografia com o maior numero de pregos já desenvolvidos por nós em um único trabalho. 

Veja o vídeo do Gaia Connection, 2016 aqui

Quanto mais ou menos é o tempo necessário para chegar no resultado final?

O tempo necessário é relativo a complexidade do trabalho. Porém atualmente o nosso maior projeto demorou aprox. 30 dias para o desenvolvimento em nosso próprio ateliê + 7 dias no local do evento para a finalização do mesmo.

Fotografia: Rafaella Giardino

O que mudou ao longo do trajeto? 

No início queriamos apenas participar, hoje buscamos sempre evoluir com a nossa própria arte. E o trance nos ensinou isso. Hoje não me importa o tempo, ou a "cena", desde de que sejam os parceiros corretos, que entendam nas entrelinhas de nossso trabalho a nossa fé e conduta.

Vocês acham que o trabalho de decoração é justamente valorizado dentro do movimento, tanto em reconhecimento do público quanto em remuneração dos produtores?

Esse é um assunto complicado. Mas acredito que não. Os pequenos eventos alegam que não conseguem investir pois não possuem verba, os grandes nem sempre querem investir pois se sentem uma vitrine onde muitos desejam expor gratuitamente, e assim vai... 

No início também abriamos mão de valorização em troca de visualização e passamos muitos imprevistos, não só financeiramente mas como também com parcerias que não deram certo inclusive energeticamente falando. Hoje em dia aprendemos a nos valorizar. Só assim conseguiremos fazer com que os outros entendam e valorizem a nossa arte. Ou seja, sinto que muitas vezes a falta de valorização se inicia do próprio artista que, muitas vezes no início é inesperiente em questões burocrativas e financeiras, o que acaba o tornando vulnerável a por exemplo uma grande organização de festival. Sendo assim, acredito que se o artista desde o início de sua jornada já souber se valorizar ,a tendencia é que a valorização dentro do movimento aumente também.

Já o público em sua maioria sempre admira muito o trabalho artístico que envolve os Festivais. 

Fotografia: Marcio Cursino

O que esperam para o futuro da cena?

Desejo que a cena sempre evolua, não apenas no sentido de mais valorização aos artistas, mas que também na evolução pessoal de cada um que faz e fará parte dela. Espero por uma cena cada vez mais alternativa e menos comercial. Uma cena que esteja sempre quebrando tabus e fazendo evolução dentro de nossas cabeças.

Fotografias: Marcio Cursino

Tem alguma meta profissional em particular?

Acredito que o nossa meta primordial é evoluir sem fazer mal a ninguém. Fazer arte com dignidade e respeito por toda a vida e ser que passe por nós na nossa jornada.

Fotografia: Marcio Cursino

O que vocês gostariam de dizer as pessoas que estão começando a trabalhar com arte agora, pensando principalmente nos festivais de trance?

Ainda estamos em aprendizado, evoluindo a cada novo projeto e hoje sabemos que é muito além de só curtição. É preciso ter foco, responsabilidade e muita dedicação.
O festival acaba se tornando primeiramente trabalho, o que nos faz buscar sermos cada vez melhores no que escolhemos fazer para uma vida. Sabemos que inspiração podemos encontrar de todos os lados, existem grandes artistas dentro e fora do trance, porém o que nos inspira mais é ter uma nova idéiaou então uma nova forma de criar, executar.... e pra isso tudo fluir, tem q ter muito amor envolvido. E amor de verdade aquele que envolve detalhes, horas na madrugada acordados, respeito com a arte e os envolvidos nela de modo geral e com certeza também dificuldades ao longo do caminho. Portanto não adianta apenas representar uma arte, é preciso recria-lá a todo instanterenovar-se e renova-la.

Fotografia: Mauricio Nakata
Fotografias: Marcio Cursino

É possível adquirir a sua arte para quem nao forma parte da producao de um evento?

É possível sim! Possuímos peças decorativas psicodélicas em diversos tamanhos, além de uma linha de joias artesanais. Desenvolvemos inclusive peças sob encomenda.
Os valores das artes são a partir R$30. Os pedidos poder ser feitos direto pela página oficial do Espaço Libellula no Facebook, Instagram ou mesmo por email: espacolibellula@gmail.com

Leia outras publicações da nossa coluna  Decoração & Bioconstrução Nacional

1ª entrevista: Surya EcoArt
      1ª entrevista: Nhanderu Artes

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