SURYA EcoArt – Decoração & Bioconstrução Nacional

20/07/2017 | sem comentário | Categoria(s): Artistas

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Com 8 anos de trajetória, SURYA ECOART é um dos nomes que se repete com força na cena Trance quando o papo é sobre decoração e bioconstrução nacional de alto nível. É por isso que o Trance.com.br procurou o Liano Dornelles, um do seus idealizadores, para conhecer mais sobre uma caminhada que já conta aproximadamente com 50 festivais nas costas e um grande respeito dentro do movimento. 

Pulsar 2017 | Pinturas: Free Optics | Fotografia: Erich Sander

Da onde vocês são?

SURYA ECOART: Somos do Distrito Federal – Brasília, mas hoje em dia temos integrantes espalhados por todo Brasil.

Como chegaram a trabalhar com montagem de cenografia? Foi vontade ou necessidade?

SE: No ano de 2009 iniciamos um movimento cultural em Brasília chamado Forest Family, que posteriormente acabou se tornando uma festa grande. Tendo em vista a necessidade de montar o evento, começamos nossa jornada na área da construção/cenografia, e após alguns anos o que incialmente era nossa necessidade se tornou nosso trabalho.

Mundo de Oz 2017 | Eucalipto e lycra | Pintura: Rodrigo Miranda |Foto: Rodrigo Pessoa Korn 

Zuvuya 2014 | Bambu, tecido e videomapping | Pintura: Free optics | Foto: Kevin Giboshi

Como foi o processo de aprendizagem?

SE: O processo de aprendizagem quando se começa do nada é sempre bem duro, ainda mais se tratando de construção, a técnica ainda não está apurada e o esforço é sempre maior. Ao longo da caminhada trabalhamos durante 3 anos como suporte para outras equipes de decoração, o que agregou bastante experiência e a partir dali começamos a desenhar e desenvolver nossa própria arte.

Universo Paralello 2015, BA  |  Bambu , juta e lycra | Foto: Coletiva.a.mente

Qual foi seu primeiro trabalho na cena? 

SE: Foi em uma festa que se chamava PsyUfo e acontecia em Brasília, no ano de 2009, como voluntários ajudando uns amigos a montar a festa. Foi bem divertida e interessante a experiência.

 Mundo de Oz 2017  | Eucalipto e lycra | Foto: Lucas Caparroz

Em quantas festas e festivais já tem participado?

SE: Difícil contar tudo desde o começo, foi bastante coisa já. Acredito que trabalhamos e participamos da montagem em torno de 300 festas e 50 festivais.

Solo Sagrado 2015  | MDF e tecido.

Algum evento foi mais marcante?

SE: O mais marcante de todos sem dúvida foi o Boom Festival em Portugal, estivemos lá nas 2 últimas edições (2014/2016) e com certeza pelo tamanho e complexidade do festival a experiência é muita intensa.

Boom Festival 2014, Portugal | Superadobe e tecido.

Tem alguma fonte de inspiração específica?

SE: Hoje em dia a gente se inspira em alguns festivais que acontecem ao redor do mundo e que exploram muito bem a bioconstrução e cenografia psicodélica. Tiramos muita informação de livros e artigos publicados sobre o bambu, arquitetura e etc.

 Como influencia o local a criação?

SE: Um projeto quando é bem feito tem que estar muito bem alinhado com o local, pois tudo conta para um resultado final satisfatório. O local influencia no dimensionamento, posicionamento e distribuição das áreas.

Anaychay 2016  | Madeira e juta | Foto: Lucas Caparroz

Como começa um novo trabalho? Vocês propõem uma ideia ou a produção de uma festa ou festival chega com um pedido?

SE: Começa através de um primeiro contato, onde a gente tenta absorver quais as necessidades do evento, e quais as aspirações e desejos da produção do evento. Se baseando nessas 2 informações iniciamos o processo criativo, onde sempre temos que pensar no custo-benefício para ser sustentável para a produção, mas sem perder qualidade final.

MODEM 2017 | Bambu e lycra | Foto: Coletiva.a.mente

Quanto mais ou menos é o tempo necessário para chegar no resultado final?

SE: Varia da complexidade e tamanho do projeto. O processo criativo exige bastante tempo dedicado a pesquisa, estudo, referências, elaboração e criação da maquete e modelagem 3D. O processo inteiro de um projeto grande pode levar de 1 semana até 15 dias.

Nibbana 2016 | Bambu e tecido

O que mudou ao longo do trajeto?

SE: Muita coisa mudou. Os núcleos de produção mudaram, alguns eventos cresceram e outros deixaram de existir. Mas no geral vejo a cena do trance em um dos seus melhores momentos, muitos eventos acontecendo. O Brasil hoje tem o maior mercado da cena trance mundial. Em nenhum outro país acontecem tantas festas e festivais como temos aqui. O que me preocupa só é que com a quantidade as vezes perdemos qualidade e a competição por um espaço no mercado em alguns momentos faz com que tenhamos eventos de baixíssimo nível o que acaba sendo ruim para todos.

Terratronic 2015 | MDF e juta | Foto: Patrick Rosa

Na sua opinião, o trabalho de bioconstrução e decoração é justamente valorizado dentro do movimento? 

SE: Já foi muito mais desvalorizado, hoje em dia a maioria das produções entenderam que uma estrutura e cenografia de qualidade é um dos pilares principais para o sucesso do evento. Afinal de contas milhares de pessoas vão estar naquele local durante muitas horas. Então quanto melhor a estrutura mais confortável e incrível vai ser a experiência do público. O legado que fica do evento depois são as fotos e com uma decoração de qualidade o chamado para as próximas edições já está feito é um investimento que tem um retorno muito grande, principalmente após o evento.

Terratronic 2017 | MDF | Foto: Vitor Miceli

O que espera para o futuro da cena?

SE: Espero que ela amadureça cada vez mais, que tenhamos um calendário recheado de bons eventos, que as equipes e artistas se profissionalizem e se valorizem mediante a importância do nosso trabalho para o público e todos que acompanham o mundo da música eletrônica.

Você, como parte do SURYA, tem alguma meta profissional em particular?

SE: Construir o primeiro festival na Lua >}

Pulsar Festival 2017 | Foto: Bianca Motta - Interfaces 
Leia a resenha feita pelo projeto Interfaces do Pulsar Festival 2017.

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