A minha relação com o Pulsar começou na 1ª edição, por conta das filmagens para o meu projeto de longa metragem sobre os festivais alternativos do Brasil, em parceria com a minha amiga Wendy Girondi, o CONSCIÊNCIA em TRANSE.

Desde então eu percebi algo novo surgindo na cena Trance do Brasil. Um festival com uma pegada bem séria, seja em relação as frequências sonoras das pistas, seja pela vontade de atuar o conceito de Sustentabilidade.
Logo na 1ª edição, o Pulsar apostou alto na sua produção, trazendo profissionais competentes atuando nas estruturas de montagem, contribuindo para este importante legado também com uma oficina de bioconstrução na pista Molecular Stage (Chill Out), para os frequentadores do festival, durante a montagem.

Sem contar a arte visionária e diferenciada apresentada na decoração. Um desbunde de psicodelia, que fizeram nossos olhos se encherem de amor pelo fazer deste festival.
Enfim, desde a primeira edição eu sabia que a cada ano os resultados seriam cada vez melhores. E assim foi.
Na segunda edição, tive a oportunidade de chegar uma semana antes do evento começar e então vi de perto o conceito de Sustentabilidade sendo aplicado na prática, através das Ações Socioambientais na cidade de Ipoema, impactando de forma muito positiva o fazer do Pulsar.
Percebi um amadurecimento geral nas equipes de estrutura e montagem (Genesis Bioconstruções, SPankartZ Artistic Installations e Surya Ecoart) e nas equipes de decoração (Free Optics, Rodrigo Miranda, Arte Beta e Djalus), apostando numa produção bastante audaciosa, construindo uma estrutura gigante… ahahahahahah, pra cima!!!!!!!


E durante o festival não foi diferente. Além das somzeiras das pistas, escorria psicodelia audiovisual através das projeções pensadas com muita inteligência pelo talentoso e querido Roberto Vieira (Cymatic Lab) e equipe.
A seriedade do Coletivo Respire Redução de Danos sempre foi muito importante e presente. E como era bom relaxar na leveza do espaço cura, com atividades pensadas com muita habilidade e sapiência, pelo mestre Jacinto e toda equipe.

Enfim, na 2ª edição, diversas oficinas deram espaço para uma melhor aproximação do público com este conceito tão difundido hoje em dia, mas que ainda sim precisa ser mais explorado pela sociedade: A Sustentabilidade.
Hoje, após vivenciar a 3ª edição, escrevo aqui com o coração repleto de amor ao fazer deste festival, que hoje considero minha família. Sim, Pulsar é família! E acompanhar cada pedacinho desta evolução é um enorme prazer.
Agora, vamos falar um pouquinho sobre esta edição, hihiihihhiihihhih….
Chegando em Cachoeira Alta dia 26 de maio, por conta das produções de vídeos com a minha produtora (em sociedade com Wendy) PLUR Filmes e Produções Culturais, pude acompanhar com profundidade todo processo de montagem da 3ª edição deste festival, sempre em parceria com o renomado fotógrafo e irmão Rodrigo Della Fávera e sua companheira fiel, a querida irmã e fotógrafa, Ana Quesado.

Nossa, como é possível em tão pouco tempo uma produção amadurecer tanto? Nesta edição, pude perceber a sinergia de evolução entre todos os profissionais, repetindo a seriedade apresentada na 2ª edição, sendo que agora, com um toque a mais. Um “quê” de festival de gente grande, ahahahahahh! Digo isso pela forma como foi desenvolvida a montagem.
Uma harmonia entre as equipes, uma garra no fazer de cada um e mesmo com atritos que às vezes acontecem (pois sabemos como é difícil lidar com as diversas personalidades de cada um, principalmente quando estamos falando de produção de eventos), o resultado final desta edição superou todas as minhas expetativas. Mesmo!


Saudade do cafezinho da tarde da tia Mille e equipe, com seus bolos apetitosos e sua comida MARAAAAAAAA!.
Acredito piamente no fazer do ser humano e percebo isso muito forte no Pulsar. Cada membro envolvido é considerado família e isso expande para o conceito que é apresentado durante o festival, fazendo com que o público se sinta em casa. É muito confortável!


Este ano a ansiedade tomou conta de todos que iriam vivenciar esta edição. Sim, ahahahah! Quando os ingressos esgotaram, uma semana antes da abertura dos portões do festival, uma nuvem diferente pairou no ar durante a montagem. O nervosismo tomou conta de todos, pois a responsabilidade iria pesar demais este ano.



Com muito afinco, o trabalho continuou e dia após dia o sentimento aumentou, claro. E com ele, a sensação de privilégio por fazer parte disso, pelo simples fato de estar ali, compartilhando e aprendendo com todos. Foi surreal!
Graças as forças do bem e da luz, o festival foi um verdadeiro sucesso, mais uma vez, refirmando sua posição entre os melhores festivais psicodélicos do Brasil. Yeahhhhhhh!!!!!!!!




O destaque das estruturas este ano, ao meu ver, foi o maravilhoso sapo da Quantum Stage (Espaço Cura – este ano num novo local. Perfeito, próximo ao Respire Redução de Danos e o lago. Que harmonia linda!), construído pelo insano artista Juliano Cenci (É do Brasillllll!!!!). Lembro de Cenci durante as noites de montagem (mesmo depois de ter trabalhado o dia inteiro com o restante da equipe), construindo a maquete de palitos, que depois se transformou naquela estrutura incrível de 18m. Não desmerecendo as demais estruturas de decoração, pois todas estavam maravilhosas, mas preciso citar o sapo em especial, pois foi algo muito alienígena e a melhor surpresa que os meus olhos de míope (lol) puderam enxergar nesta edição. Obrigada pela sua arte visionária, querido Juliano! S2

No comando da estrutura da Molecular Stage, os meus piratas favoritos deste grande navio da família Pulsar: Rodrigo Gonzalez (SPankartZ Artistic Installations) e Liano Dornelles (Surya Ecoart) realizaram, mais uma vez, um lindo trabalho de equipe, com um Chillas super aconchegante, em fusão com o projeto de palco orgânico, criado pelo querido casal Rocio e Juan (Djalus), com umas pinceladas de arte visionária sustentável de Leonardo Lopes (Biomega). Eu ameiii, viu????






Uma estrutura que este ano também me chamou a atenção foi a cobertura inovadora da praça de alimentação, feita de bambú, pensada pelo meu querido amigo Rafael Silva (Lostinho, o Lost s2), cria da SPankartZ Artistic Installations. Um salve também para a equipe mil do meu mestre Jojoca (Genesis Bioconstruções), responsável por toda hidráulica do evento e também, por toda iluminação das áreas de convivência do festival.

E algumas cositas mais, rs. Banheiros limpos e com papel… OKAY! Fila para o banho… SIM, DEMAIS! Banho frio?!? Às vezes a fila do quente não dava pra encarar…. SOFRI, mas consegui tomar frio. E não morri! Foi terapêutico e necessário, ahahauahahahua!.
Amei tudo que comi, mesmo. Mas alguns produtos poderiam estar com preço mais justo, como a pizza (MARAAAAAAAAAA!) e os salgados vegetarianos de R$ 8,00. Mas o combo de hamburger vegetariano + batatas fritas foi uma excelente opção, com um preço super justo. MC Donald´s consciente do Trance, hauahuahuauau!
Amei o chaiii… altas noites tomando um quentinho no MEU COPO ECO (com cordinha) Pulsar…AMOOO!
Refeição…. R$ 30,00, muito caro! R$ 25,00 estava de bom tamanho, produção. São 5 dias comendo, rs…Xeque mate (não pode acabar nunca! Nunca! Dos deuses!) poderia ser R$8,00. De 10 em 10 é foda! No final faz muita diferença no bolso. Cerveja?!? Não bebo cerva, então não sei mensurar este gasto, lol
Enfim, nesta edição eu vivenciei um verdadeiro espetáculo de psicodelia audiovisual nas madrugadas que pareciam não ter fim da Cosmic Stage, com a decoração recheada da minha cor preferida, violeta.

As manhãs aceleradas no clima frio foram demaisssssss! Uauuuuuuuuuuu!


O projeto da Cosmic estava muito harmônico. Caramba! Durante a montagem eu não imaginava que fosse causar tanto impacto visual, confesso. Os lustres psicodélicos pensados pelo cauteloso artista alemão, o querido Dennis Blacklightnature (Free Optics), em parceria com as tendas (costuradas por ele, uau! Chocada com o alfaiate alemão!) também pensadas pelo meu querido amigo Faraoh (Arte Beta), que domina com maestria e habilidade a arte dos strings do palco.
Uma combinação perfeita com a arte surreal do hoje (hahhaahah, lol s2) querido amigo Rodrigo Miranda. Esse daí é visionário demais, putz!!!!!!!! O que foi a projeção naquele palco? A cada noite eu surtava de emoção. Eu e todo mundo, né? Ahahahahahaha! Noites mágicas de psicodelia 100% audiovisual, regadas com “black aliens” insanos na pista (público), que mais pareciam hipnotizados pelas projeções de TAS, Roberto Vieira (Cymatic Lab) e VJ Picles. Que desbunde audiovisual.. Eu apenas amo demais!!!!!!!!!


No comando das pick ups, tanto na Molecular Stage, quanto na Cosmic, foram espetáculos musicais, a todo momento. Este ano tivemos uma apresentação inédita no Brasil, na pista da Cosmic Stage: o incrível Farebi Jalebi… Putz, que madrugada insana, viu? Me senti num concerto musical psicodélico alienígena… hahaahahahhhaha, é sério, gente!
Equipe Jony Sonorização presente, mais uma vez! Que sistema de som limpo e afinado! Amooo e meus tímpanos agradecem!
Bem, sou amante de som noturno e fica difícil enumerar aqui (pois o meu texto já está enorme, lol). Até porque não houve um projeto sequer fora do padrão Pulsar, de verdade.
Admiro todos os projetos e destaco os queridos amigos brazucas (vou citar apenas o improviso killa de Tijah + Alchemy Circle. Nossa, estão voando alto demais! Carambaaa, evolução constante eu percebo a cada ano!, pois meus olhos encheram de lágrimas.Os brazucas estão cada vez mais expandindo a nossa percepção com relação a qualidade musical na cena trance mundial. Sem contar as noites lisérgicas de Sanaton Rec e Parvati Rec (CARA¨%*#@&$!). Mas prefiro não destacar vários nomes. Considero todos especiais. E também por perceber que nas redes sociais o line up desta edição está sendo muito bem comentado (como sempre, né?!), preferi seguir uma linha diferente, puxando a atenção para destacar os artistas que montam o festival.






Eu, por acompanhar montagens em festivais por conta do meu trabalho, me sinto na obrigação de compartilhar a experiência de um festival através de um mergulho de forma bem particular. Um ângulo diferente sim, mas este é o meu olhar observador, de dentro pra fora (profissional que atua na cena Trance) e de fora pra dentro (sim, pois também sou público de festival), pois acredito que a maior parte das pessoas que estão lendo este Review não possuem a facilidade no acesso a informação dos processos de montagem, logo….
Estou aqui para dividir a minha experiência com vocês. Através de minhas lentes também. Enquanto eu filmo, enquanto eu fotografo, enquanto eu escrevo.
Enfim, há 3 anos atrás, Bruno Azalim, Janaina Sarzi e Leonardo França uniram forças, chamaram alguns bons amigos e profissionais da cena e lançaram o Pulsar Festival, iniciando a construção de um legado importante, que fizeram, fazem e vão fazer a história deste festival ser cada vez mais interessante.
Sou eternamente grata pela oportunidade em poder vivenciar o Pulsar com amor. Amor pelo meu trabalho. Amor pelo fazer de cada um envolvido (principalmente o Vinicius Oliveira, hoje braço direito de Janaina – ele é o equilíbrio da família Pulsar s2). Amor pelo som do festival e cada detalhe minuciosamente estudado. Amor pela pista sem cadeiras nesta edição. Sim, pista foi feita para dançar! Amor pela família que pulsa! Amor pelos amigos que estavam presentes nesta edição. S2
Agora, me preparo para os lançamentos dos vídeos oficiais desta edição. São 700gb dematerial filmado, de uma equipe psycho em campo (Ana Quesado, Aninha Calmon, eu, Gabriel Donati – Projeto Nave Viva, Gabriel Sossai, Rodrigo Della Fávera e Wendy Girondi). Amooo!
Muito obrigada por tudo, família Pulsar!

Nos vemos em 2018 _/_
* Para ver os álbuns completos da montagem e do festival Pulsar 2017,
acesse à página da Interfaces

* Para conhecer mais do projeto audiovisual CONSCIÊNCIA em TRANSE, acompanhe
o trabalho da PLUR Filmes e Produções Culturais
