Resenha Origens Gathering 2018 #6

A sexta edição do Festival Origens Gathering foi marcante; um divisor de águas para a
crew Origens, atuante há 12 anos, e para a cena gaúcha, que contemplou o crescimento de um festival tradicional da região.
 

Conhecido por ser um festival “família”, a vibe Origens de respeito, amizade e trabalho sério deu o tom dos dias de montagem e preparação para o início do festival. Os lindos dias ensolarados que precederam o evento contribuíram para o bom andar da carruagem e nem o frio que rolou em algumas noites desanimou a equipe.

 width=  width= width=Fotografias: Gustavo Merolli

A portaria abriu na sexta a tarde, dia 9 de março de 2018, e a maior parte do público
chegou na madrugada de sábado. Uma grande fila de pessoas, carros e excursões anunciavam que o evento estaria lotado e seria muito animado. Vindo de diversas regiões, como o interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os trancers se espalhavam e entravam entusiasmados para montar o acampamento e curtir a Noite Dark Prisma.

 width=Fotografias: Triphotos Digital   

Logo ao chegar, o público já podia contemplar a vista da pista Sensorial, que ao longe, transbordava psicodelia. Não tinha como se segurar, e muitos apenas largaram as mochilas em algum canto e correram para pular e dançar na pista mais aguardada do rolê.

 width= width= width=Fotografias: Photo Paes & Triphotos Digital   

O incrível trabalho da equipe Surya Ecoart e do casal argentino-chileno Djalus, acompanhados pelo trabalho de VJ e mapping de Haniphonics Visions garantiu uma pista psicodélica, artística, onde a vibração da coreografia de formas e cores deu sentido ao seu nome: Pista Sensorial!

 width= width= width=Fotografias:  Religare Ars & Gustavo Merolli

{ Para conhecer mais sobre land art, conheça o trabalho de
Djalus – Decoração & Bioconstrução Nacional }

A Noite Dark Prisma, com os lives de Pandora’s Box, Vaivén, Abyss Ozze e Megalopsy, foi surreal e não deixou ninguém parado.

 width= width= width=Fotografias: Religare ArsTriphotos Digital & Gustavo Merolli 

Ao amanhecer, o público contemplou a paisagem belíssima da Fazenda Paradouro Rota das Barragens. Em frente à imagem dos rios da barragem e com a visão de um nascer do sol espetacular, podiam-se ver as araucárias típicas da região enquanto a névoa da madrugada ia dissipando, criando uma ambiência mística.

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Os dias de se seguiram foram benção do universo para o público e para o festival Origens: muito calor e sol 100% do tempo, permitiram que o público voasse solto pela Fazenda e curtisse todas as possibilidades do eventos.

Afastando-se da região central do festival e descendo em direção ao rio, o público podia encontrar a Pista Simbiose, que de longe parecia uma nave espacial pousada em plena floresta Origens.

Lá, uma programação de música, cinema e oficinas fez do Chill Out Origens um dos lugares mais frequentados do evento.

 width= width=Fotografias: Religare Ars & Triphotos Digital  

Com uma estrutura e decoração diferenciada de Hauflart Decor e Mandalien Arts, a Pista Simbiose inovou apresentando a mescla de Chill Out + Cinema. Atividades, performances e qualidade sonora em low bpm fizeram da Pista Simbiose um local de diversão e encontros, trocas e aconchego.

 width= width=Fotografias:  Utopia Cultura Eletrônica & Triphotos Digital  

A vibe família do festival se fez presente, principalmente, na quantidade de crianças que estavam no evento. Os pequeninos seres de luz transbordaram energia e criatividade. As oficinas do Espaço Kids integraram os pais, os filhos e até o resto do público, que ficou cativado com as brincadeiras, como a caça aos cristais com o Coletivo Prajah.

 width= width= width=Fotografias: Religare Ars

Para os adultos interessados também aconteceram diversas oficinas, como de pintura aquarela com o Coletivo Arte Livre.

Para aqueles que quiseram recarregar a bateria ou refletir sobre suas experiências espirituais, a Casa de Transformação atendeu diversas pessoas com terapias, massagens, reiki, etc. Em um ambiente acolhedor e receptivo, a casinha de madeira azul na descida do morro recebeu o público que transmutou energias e relaxou um tanto.

A Fazenda Paradouro Rota das Barragens é um lugar grande que
pôde acolher as quase 2000 pessoas que se fizeram presentes no evento, ainda durante todo o sábado e madrugada de domingo, as pessoas não paravam de chegar.

Havia restaurante com comida típica do local e vila gastronômica para garantir a alimentação da galera. Três bares no festival, sendo um na pista, funcionaram 24 horas por dia, infelizmente com o calor intenso e a superlotação, ao fim do festival tivemos algumas dificuldades de abastecimento.

Pensando na segurança e bem-estar dos trancers de plantão, o Coletivo Changa de Redução de Danos esteve presente com uma barraca montada próximo ao mainfloor.

Monitores estiveram à disposição 24 horas por dia para auxiliar e orientar o público. Destacamos, também, o trabalho dos bombeiros, seguranças e socorristas do local que estiveram atentos para atender quem precisasse.

Uma das características que sempre identifica o Origens é ser um festival “pista limpa”. Entendemos que ainda temos um longo caminho no trabalho de conscientização do público para o descarte de lixo em festivais.

Foi extremamente difícil manter a limpeza durante o evento, principalmente pela quantidade de pessoas presentes, o Projeto Fora? fez um trabalho excepcional desde a construção das lixeiras até seu descarte e limpeza da festa.

 width=Fotografia: Gustavo Merolli | “Chegamos com esta pergunta a quem se propuser pensar: Fora? Se ativarmos as consciências fica fácil perceber. Repense, reuse, reutilize, recicle – Não existe fora! Visamos incentivar o pensamento crítico sobre o impacto que causamos e reduzir danos ao máximo através do gerenciamento de resíduos” – Fora?

O line up do Origens foi todo produzido através de pesquisas, priorizando artistas profissionais, estilos de som em alta e buscando transições, de forma a transmitir uma
experiência única, sonora e sensitiva. Além disso, o line músical foi sincronizado com as performances de artistas talentosos.

 width= width=Fotografias: Religare Ars &  Gustavo Merolli

A pista principal recebeu primeiro as danças elementais da Ana Nase, e logo depois de um mágico pôr-do-sol,  no meio da pista se apresentou a trapezista Daniele Cantelli  junto como os bambolês alienígenas e psicodélicos do Vini Cirque. 

 width=Fotografia: Gustavo Merolli | “Trago o renascimento a cada passo, a leveza a cada movimento, a força dos animais, a correnteza dos sentimentos, a re-conexão com a expansão da liberdade crua através dos movimentos corporais que são intuídos no momento, livremente. No Origens consagrou através da dança o Elemento Terra, renascer. ” – Ana Nase (@dancaritualistica)

 width= width=Fotografias: Gustavo Merolli & Photo Paes

Já durante a noite, a tribo de fogos Camalearte mexeu com nosso imaginário!

 width= width= width=Fotografias: Gustavo MerolliPhoto Paes Religare Ars | Sempre tentamoscriar um verdadeiro mundo de fantasia, através das cores, sensações e diversão. Complementarmente, também representamos o mistério e magia do mundo obscuro mediante nossos espetáculos noturnos,  onde tudo é possível… se você deixar a sua mente viajar. A pergunta então é se você está preparado para explorar esse mundo”- Coletivo Camalearte.

O sábado à noite foi de tremer o chão, a noite de gala do Origens não deixou a pista se
perder. O casal Yara e Malkavian irradiou sensações e energias incríveis através da música, fazendo uma transição perfeita da noite para o dia, um trabalho digno de muito respeito.

 width=YaraKaviam – Fotografia: Triphotos Digital  

As demais atrações (lives nacionais e DJs) não deixaram a desejar e mantiveram o equilíbrio e a qualidade, com apresentações excepcionais, amparados pelo sistema de som da Bud Sounds.

O Origens Gathering 2018 foi um festival muito especial, a grande demanda e a
superlotação exigiram muita criatividade e força da equipe para resoluções rápidas. Mas com muito amor todos os organizadores tentaram ao máximo deixar o evento fluindo para o público.

Nesse sentido, o diretor executivo Jonatan Costa, declarou numa carta: 

“Tivemos muitos desafios neste ano, em 12 anos de produção, esta foi certamente a edição mais trabalhosa e imprevisível de todas. O aumento de público de mais de 100% nos trouxe muitas dificuldades e imprevistos, porém trouxe muitos aprendizados também.

Conseguimos formar uma equipe jamais vista, bastante profissional e focada no objetivo, e isso foi um dos principais fatores que contribuíram para completarmos este ciclo e atingirmos nosso objetivo de sucesso e crescimento de público! Nossa equipe de comunicação, coordenada pela Caroline Cantelli está de parabéns também, a entrada deles foi fundamental para esta ascensão.

Enfim, no resumo, foi tudo muito gratificante, e o amadurecimento do festival e da equipe é nítida externa e internamente. Na minha visão mais voltada aos negócios, que é a área que eu coordeno dentro do festival, o Origens certamente tem potencial para se tornar um grande festival no Brasil. Me sinto muito feliz por fazer parte disso tudo!

É aquele ditado: quem acredita sempre alcança! Porém esteja preparado para trabalhar muito, muito mesmo e correr muitos riscos! Organizar um evento não é missão fácil, nunca será! Mas é muito gratificante o resultado com toda a certeza.

GRATIDÃO TOTAL A ESTA EQUIPE E AO PÚBLICO QUE NOS CONTEMPLA!
QUE PERMANEÇAMOS UNIDOS!
AVANTE ORIGENS!”

 width=Fotografias: Religare Ars

Foi muito bom ter sentido essa experiência única que o festival proporcionou, uma real união de todas as tribos onde juntos fomos um e unidos pelo principal propósito, a música! Assim, nós da produção, saímos com uma sensação linda, sem explicação, mas de dever cumprido.

E o nosso próximo encontro já tem data marcada:

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Com carinho,
Equipe de Comunicação Origens Gathering

 width=Fotografia: Photo Paes

Confira o aftermovie da sexta edição realizado por Triphotos Digital:


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