Overdose? Só de música!

 ></p><p><em>“Lá no meu país não rolava esse tal de <a href=NBOMe. Eu achava que aqui no Brasil todos os quadrados eram feitos de anfetamina e nunca me davam aquela lisergia.

Então decidi tomar um papel inteiro. Pouco tempo depois, vomitei e a água da privada fez borbulhas. Alguma coisa estava errada! Logo veio a arritmia cardíaca, dor na pele, visão em túnel, hipotermia. Me peguei olhando pro teto, achando que aquela era minha ultima vez e me perguntei: o que vão dizer pros meus pais?

A única pessoa que estava comigo segurou a minha mão e falou ‘RESPIRA! OLHA NO MEU OLHO! Eu já estava indo, sabe?  Fechando os olhos, eu disse ‘Eu já vou olhar…’.  A morte, o vazio, o nada, era sereno e muito sedutor.  Ele insistiu.  Ainda bem! Olhar pra alma dessa outra pessoa e ser olhada, foi o que me tirou dali.

Valia mesmo tanto a pena aquilo tudo por uma brisa? Poderia dizer que fiz isso pela tal ‘expansão da consciência’? Acho que tive que passar por isso pra compreender o quanto vale estar ‘careta’ e o quanto vale o controle total do meu ser. Justo eu, que sempre julguei o tal do ‘sob controle’ em que as pessoas insistiam em se manter, estava agora supervalorizando a horizontalidade das coisas…”

(Relato anônimo)

 ></em></p><p>Há tempos eu venho bolando algo pra dizer ou escrever sobre isso e só agora as ideias vem se encaixando, depois de tristes fatos que vem ocorrendo no nosso tão querido rolé, sinto que é hora de me expressar; doa a quem doer, algumas coisas precisam ser ditas!</p><h2><strong>A ordem dos fatores não altera o produto?</strong></h2><p>Em partes! Veja bem, não generalizemos; a matemática nesse caso não é uma ciência exata e cada um é cada um. Cada ser assimila a sua história do seu próprio jeito, portanto, antes de jogarem as pedras, lembrem-se dessa parte do texto.  Obrigado!</p><h2><strong>Drogas x Música, o que vem primeiro?</strong></h2><p>As pessoas conhecem a música eletrônica através da droga, ou conhecem a droga através da música eletrônica? Reflita! Como foi sua primeira experiência com <strong>Psytrance</strong>, <strong>Techno</strong>, <strong>House</strong> e afins? Você experimentou a música através das ondas de ácidos, ecstasys e cristais de MD ou na contramão disso fez uso das substancias sonoras antes, alimentando primeiro seu conhecimento? Sem julgamentos, não estamos aqui pra julgar, é indiferente, pois muitos e muitos descobrem o caminho independente de qual porta tenha entrado.<br />
Só que antigamente… (blah, blha, blah, lá vem o coroa de novo falando merda)…Antigamente tínhamos uma gama de substancias bem reduzida, o comércio de sintéticos era restrito e mesmo as substancias mais puras eram menos potentes que as de hoje, juro! Hoje temos <em>µgs </em>em dosagens cavalares que podem ser puras ou não, mas mesmo assim causam grandes estragos. Mesmo o crescimento real do interesse dos foliões sobre a qualidade do material que está ingerindo não garante se livrar de uma superdosagem despretensiosa por aí.</p><h2><strong>Precisamos de drogas pra ouvir música?</strong></h2><p>NÃO! Não precisamos! Por si só uma <strong>boa track</strong>, bem mixada, com uma super linha de baixo e com uma riqueza de detalhes e pureza dos timbres encaixada em um bom LIVE ou um DJ SET killer é capaz de hipnotizar e surtir efeito em <strong>transe</strong>, elevando os níveis de neurotransmissores como serotonina e dopapina, que por si só são capazes de nos dar energia e mudar nosso humor e satisfação pra melhor por horas!<br />
Além de tudo, aliada ao clima de sol, bons amigos e um aspecto visual perfeito (decoração), bah! Êxtase puro!.</p><p> (Uma catuabinha gelada também vai… hihih)</p><p>Sem hipocrisia, a ligação dos métodos de alteração da nossa ‘sã consciência’ com a música é milenar. Tribalismos a parte, a sensibilidade criada pelo entorpe soa quase como em uma ironia, um complemento para as canções.<br />
O <strong>MDMA</strong>, por exemplo, excita as “low frequencies”, as frequências de grave, o <strong>BASSLINE</strong>; enquanto o <strong>LSD</strong> provoca um estimulo geral nos médios e agudos, tornando os efeitos e melodias mais palatáveis.<br />
Por isso a atração pela “canhota” quando bate a onda fica mais evidente e aquele subgrave batendo forte no peito mesmo que todo embolado, se torna uma sessão de massoterapia agradável. Aos efeitos do <strong>ácido</strong> e da <strong>maconha</strong>, em doses sutis, a música se torna “inteligível” e a historia contada pelo artista consegue ser compreendida. É como se estivéssemos em um filme com roteiro de começo, meio e fim e entendêssemos perfeitamente o que cada timbre e cada textura está fazendo ali e tudo fizesse sentido.</p><h2><strong><img data-lazyloaded=Fotógrafo: Vinicius Senna

Como não morrer?

O subtítulo é trágico, meio pesado, mas quando você coloca o dedo na tomada e leva um choque você fica mais esperto e toma mais cuidado. É fato que as substancias estão cada vez mais fortes e desconhecidas e a meninada tá frenética em busca de mais e mais diversão e fica difícil ter ciência do real poder disso tudo.

Primeiro tome a vida pelas próprias mãos e conheça seu corpo, ele é seu parceiro, talvez ele não esteja no mesmo ritmo da sua mente então, o respeite!

Personalidade! Não faça por que o outro fez, ou pra entrar na vibe da galera. Seja você mesmo o próprio guia da sua vibração e não tome nada que não seja de seu conhecimento.

Além de muitas outras dicas como se hidratar, procurar ajuda médica, redução de danos e amigos em casos psicológicos.

Eu vou falar sobre a mais quente e eficaz de todas: A MÚSICA! A música cura em todos os níveis e não é uma lenda. Foque sua atenção e energia na música e na dança, aprenda a voltar sua atenção ao som e aos movimentos da dança.
O suor elimina as toxinas e mais rápido você vai dissolver a energia a lá Goku que está dentro de você. A níveis físicos, sua frequência cardíaca vai estabilizar e as ondas cerebrais vão estar em transe e a níveis psicológicos, pensamentos bons vão fluir; de gratidão, de como sua vida é boa, sua família e você vai ter certeza de que tudo vai dar certo, aí vai bater uma enorme satisfação por estar ali, naquele momento.
Qualquer desvio de atenção pode causar bad trips ridículas, te tirar dali, te isolar e sobrecarregar seus níveis de energia, aquecimento corporal, psicoses etc., e isso pode ser perigoso!

 ></p><h2><strong>Música primeiro!</strong></h2><p>Há alguns dias estive com um dos meus amigos em um sábado, onde produzimos uma pequena festa pra filha dele de 12 anos que já esteve presente em festivais como <strong>UP</strong> e <strong>Respect Lost</strong> e para os amigos dela, todos da mesma faixa etária. Ele propôs algo inusitado pra ela, que aceitou muito bem: Só ia rolar música eletrônica! Trance e Techno e mais nada! Não iriam ser admitidos pedidos de outros gêneros. Era uma experiência e deu muito certo. Tiramos muitos insights dessa proposta, inclusive esse do texto.</p><p><strong><em>Como iniciar jovens de forma saudável no inevitável contexto da nossa música de beats de computador, tendo em vista o cenário caótico de glamorização das drogas sintéticas?</em></strong></p><p> A conclusão que chegamos é que oferecer música e comportamento artístico em primeiro plano pra galerinha é a melhor saída (ou entrada). Posso falar por mim, quando comecei, me embrenhei dois anos inteiros só na música, frequentando <strong>RAVES</strong>  apenas com o <strong>AMOR POR SOM</strong> e isso fez muita diferença na consciência que criei sobre tudo que rolava ao meu redor e todo o meu entendimento pela paixão que eu sentia.</p><p>A música transcende e eleva de verdade os níveis biológicos, de consciência, e força mental, de qualquer individuo. Ela é capaz de torna-lo mais forte, mais consciente física e mentalmente. <strong>A MÚSICA é mais que a cura, ela é a PREVENÇÃO!<br />
</strong><br />
Vamos educar e compartilhar conhecimento, mostrar e dar a <strong>opção de um caminho mais saudável para os novos navegantes</strong>, é disso que eles precisam!</p><h2 style=
Overdose? Aqui? Só de música!

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